Dubai e taxas de juro

O que se está a passar no Dubai será altamente penalizador para Portugal e para outras economias com "sinal amarelo".

Vem relembrar à banca que os estados e os fundos soberanos também entram em incumprimento, esta passará a ser ainda mais rigorosa e os spreads passarão a cobrir o acrescimo no sentimento de risco.

E o petroleo vai subindo... Agarrem-se às cadeiras que vamos dar mais uma volta!

Temos o que merecemos

Antes das últimas eleições legislativas já se sabia das casinhas na Guarda, já se falava no Freeport, na Cova da Beira, das mentiras descaradas no Parlamento, etc., etc., etc..

E foi reeleito.

Pode-se agora provar seja o que for, tráficos de influência, atentados ao Estado de Direito, negócios danosos para o estado… Seja mesmo o que for, dadas as condições em que o elegemos nada lhe poderá retirar a legitimidade.

Em espírito vou emigrar, vou deixar de ouvir as notícias na rádio, de visitar os sites dos jornais e des-subscrever todos os (muitos) blogs sobre política.

Acordem-me uns dois meses antes das novas eleições, desta vez até pelo Santana Lopes me ofereço para colar cartazes.

Cumpre-se Abril

Até é barato.

De certa forma é reconfortante saber que recorrendo ao pé de meia se pode comprar os favores de um ex-ministro da Républica.

Pode infelizmente não estar ao alcance de todos mas o facto é que o acesso a certos recursos se vai democratizando.

Cumpre-se Abril.

Só tem desilusões quem cria ilusões

faz-se deste adágio quase um mote de vida e mesmo assim, volta e meia, deixamo-nos arrastar, e em cima do que nos parece certo construímos planos em que tudo encaixa.

Lambem-se as feridas, pega-se nos tarecos e continua-se com a vida.

Eu vou ali para o meu canto e já volto, é só um bocadinho.

Escolhas (II)

Irritam-me, para lá do razoável, os anúncios de apelo ao voto. 

«Não deixe que escolham por si.»

Querem dar-nos a ilusão que nós é que escolhemos, que a escolha não nos foi pré-determinada. 

Podemos agora optar entre o muito mau e o muitíssimo mau.

Depois vão-nos atirar à cara que a escolha foi nossa.

Escolhas (I)

É curioso que o principal trunfo de ambos os candidatos é exactamente o mesmo.

Manuela Ferreira Leite não é José Sócrates e José Sócrates não é Manuela Ferreira Leite.

Neste momento a coisa resume-se a isso.

Lugares vazios

Depois de ler mais esta excelente análise de Pedro Rolo Duarte voltei a lembrar-me de uma ideia que tenho ouvido repetida cada vez com mais frequência e em diversos ambientes "os votos em branco deveriam eleger lugares vazios como representantes do descontentamento para com a fraca escolha que temos".

Passeatas, agora "arruadas"

Isto das passeatas nas campanhas eleitorais tem que se lhe diga, dá uma representação muito gráfica da quantidade de apoiantes das candidaturas.

Como bem sabem os especialistas em marketing, o ser humano gosta de vencer, de estar no lado vencedor, ou melhor, e em bom português, há mentalidade de manada.

Logo que não seja bem aconselhado montar passeatas tem se estar seguro que, pelo menos aparentemente, sem tem tantas presenças como o maior dos concorrentes, caso contrário mais vale estar quieto. 

Hoje aqui houve duas, os independentes "Coragem de Mudar" e depois o PS. 

  

Robótica

Sempre considerei a obsessão dos japoneses por robots humanoides, incluíndo os dançantes, bastante estranha (para não dizer outra coisa).

Este vídeo finalmente convenceu-me q

ue afinal estão no caminho de coisas fabulosas. Se o hardware, na sua velocidade e precisão, é impressionante o software que o controla é mindboggling.

 via boingboing


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